É velho o "cliché" de que a boa Música é Intemporal.
Em primeiro lugar, já vimos o quão subjectivo pode ser falar de "boa Música"; quanto à sua intemporalidade...
Reconheçamos que as Obras de Bach ou Mozart, (entre outros), são de tal forma intemporais, que são utilizadas para filmes publicitários televisivos, não havendo eu escapado, na minha juventude, de me roçar com uma ou outra dama que, fascinada pelo "slow" que ouvia, ignorava ser de Beethoven.
Mas o que levou essa Música a sobreviver até ao presente, tornando-a efectivamente intemporal?
O mesmíssimo factor que intemporalizou a Música dos "Beatles", ou mais recentemente, "Génesis".
O que torna uma Obra intemporal, é a capacidade que o seu Autor tem de ser moderno, (sem precisar de ser inovador, obrigatóriamente), vivendo o seu tempo, assumindo o seu tempo, e criando para o seu tempo!
Por mais paradoxal que tal possa parecer, quem cria com o objectivo da intemporalidade, por melhor que o faça, terá vida extremamente breve, enquanto aquele que cria para o seu próprio tempo, desde que o faça bem, terá a intemporalidade assegurada, ainda que não tenha tal pretensão, ou o mínimo desejo.
Intemporal, é a Música que reflecte o tempo em que foi escrita.
1 comentários:
Apetece saber mais coisas, será que este Julho destempestivamente saboroso o está a ocupar com outras actividades? Ou precisa de pózinhos de perlim-pim-pim? Estou sempre à coca de artigos novos!!!
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